As greves e as mais diversas iniciativas de luta dos Oficiais de Justiça continuam acontecer por todo o país e todos os dias.
Inspirados nas lutas das ruas em França alguns até já vestiram, por cima da camisola preta com o apelo de “Justiça para quem nela trabalha”, o célebre colete amarelo que caracteriza o movimento francês, conforme se aprecia na imagem abaixo. No entanto, continuamos em Portugal e, por aqui, a luta faz-se de forma muito diferente da dos franceses.
Prova disso é a adaptação da canção “O Pica do Sete” de António Zambujo, adaptação muito bem conseguida realizada por Almor Cardoso.

Esta canção adaptada, que pode ouvir no vídeo abaixo, já foi eleita como um hino dos Oficiais de Justiça e canta-se assim:
«De manhã cedinho eu salto do ninho e vou para o tribunal,
Chegando ali tenho o livro-de-ponto a fazer de fiscal.
O trabalho é tanto, sempre a aumentar sem contemplação,
Termino o dia bem depois da hora sem compensação.
Ninguém acredita o estado em que fica a minha secção,
Com papéis de um lado, processos do outro e ninguém deita a mão.
Como é consabido, greve e revolução, vamos todos para a rua bandeira na mão.
Que triste fadário ter uma carreira tão infeliz,
Ser um funcionário ao fim de 20 anos ainda aprendiz,
Sem estatuto, à força integrado na mobilidade,
Aumenta o tributo, desce o salário que indignidade.»
