Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

Atirar as botas para o lado de lá da margem do rio

      Como todos adivinhavam, as reuniões a fazer de conta com elementos do Ministério da Justiça, continuam sem dar nenhuma resposta às reivindicações e exigências dos Oficiais de Justiça.


      Essas reuniões são marcadas com alguma periodicidade (tal como já ficou agendada outra para maio), apenas para que a ministra da Justiça possa afirmar publicamente, designadamente, no Parlamento, que está constantemente a reunir com os sindicatos, mas que estes são muito teimosos.


      À saída da reunião de ontem, António Marçal disse aos jornalistas que se tratou de mais uma reunião com o mesmo desfecho, isto é, que não serviu para nada, e que nesta sexta-feira, hoje mesmo, será apresentada a nova calendarização da luta até 15 de julho.


      O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) reúne hoje, mais uma vez, em Fátima, e será desta reunião que surgirão as novas formas de luta até às férias judiciais de verão.


      O presidente do SFJ referiu ainda que “Vamos apresentar uma proposta que permita, caso seja aceite pelo Governo, que haja alguma pacificação”, adiantou ao JN, jornal que refere que em causa está, sobretudo, o descongelamento das promoções na carreira, uma das exigências imediatas dos Oficiais de Justiça, recentemente corroborada por um acórdão do Supremo Tribunal Administrativo.


      O Jornal de Notícias refere ainda que António Marçal saúda, de resto, a indicação que foi dada pelo secretário de Estado Adjunto e da Justiça, Jorge Alves Costa, de que o estudo prévio indispensável à prometida revisão do Estatuto dos Oficiais de Justiça vai ser discutido no próximo Conselho de Ministros.


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      Entretanto, a greve em curso continua com uma excelente adesão e, de tal forma assim é, que ontem ouvimos como um Oficial de Justiça a descrevia no jornal da TVI, falando em botas atiradas e travessia de um rio. Sim, isso mesmo e está no pequeno vídeo dessa notícia a que abaixo pode assistir.


      O Oficial de Justiça, que é delegado sindical do SFJ, disse assim:


      «Os Oficiais de Justiça, a nível nacional, desta vez, atiraram as botas para o lado de lá da margem, para se obrigarem a atravessar o rio.»


      E é esta a imagem que se pode pintar do momento atual.


      Os Oficiais de Justiça, receosos e hesitantes para com a travessia do rio, atiraram as botas para o lado de lá e agora têm mesmo de as ir buscar.


      Os Oficiais de Justiça, que estavam indecisos e hesitantes em aderir de forma tão massiva a esta greve, acabaram por se molhar e que foram mesmo buscar as botas, demonstrando que mesmo quando a coragem falta, mesmo quando não se quer, a obrigação e a necessidade impõe-se.


      Foram atiradas as botas, mas também chinelos, botins, ténis, sapatos… meias e tudo, desde os que calçam 38 até aos que calçam 45, tudo atirado e todos se atiraram à água também, sem medo de se molharem e molhando-se mesmo.



      Fontes: “Jornal de Notícias” e “TVI Vídeo”.

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