Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

“As políticas dos sorrisos e do negacionismo da ministra”

      Os Oficiais de Justiça aderiram às greves do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) do dia de ontem com especial empenho, empenho esse motivado e impulsionado pelo ímpeto exuberante da artimanha de quem pretendia travar, através de sujo truque, a eficácia da ação dos Oficiais de Justiça.


      Em nota enviada à comunicação social, o SOJ refere que os Oficiais de Justiça têm cumprido jornadas de luta faseadas desde 10 de janeiro de 2023, “por melhores condições de trabalho, reconhecimento da carreira e por um Portugal mais Justo”, lê-se na nota do sindicato esta sexta-feira divulgada, num dia em que ocorrem várias outras greves de organismos da função pública.


      O SOJ afirma, no mesmo documento, que “há uma campanha intimidatória levada a cabo pela Direção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ), socorrendo-se de artifícios pouco próprios, indignos mesmo de uma entidade pública (elaborando listas de serviços mínimos, sabendo que eles não existem para este dia de greve)”, mas adianta que essa campanha “não surtiu efeito”, uma vez que a adesão dos Oficiais de Justiça foi de 85%.


      “É inaceitável, inqualificável até, que o Ministério da Justiça insista em não dar resposta aos trabalhadores, prosseguindo com a conflitualidade dentro dos tribunais, mantendo o país e o povo desprovidos de um verdadeiro e eficaz Sistema Nacional de Justiça (SNJ)”, queixa-se o sindicato, sublinhando que a resolução de processos em 2024 “é a pior dos últimos 10 anos”.


      “A conflitualidade dentro dos tribunais mantém-se e as políticas dos sorrisos e o “negacionismo” da ministra da Justiça não resolvem os processos que se acumulam ou prescrevem no “silêncio” dos gabinetes”, critica o SOJ.


      A estrutura sindical termina saudando “todos os Oficiais de Justiça que, uma vez mais, não se deixaram intimidar e se mantiveram firmes, encerrando a maioria dos tribunais do país”, salientando que “a Justiça, por responsabilidade do Governo e da ministra, vai manter-se adiada, ainda que alguns processos possam ser arquivados com celeridade”.


      Mas a política negacionista da ministra da Justiça, que consiste em difundir a crença da pacificação dos Oficiais de Justiça pelo excelente acordo alcançado, não é um exclusivo da ministra, porquanto essa mesma alegada pacificação é propalada por diversos Oficiais de Justiça, mesmo com específicos apelos à calma e à paciência, estando agora concentrados no final deste mês de dezembro e final do ano, como sendo um termo de um novo prazo, porque cada mês é um mês e cada ano é um ano, e assim se passam décadas, pacificados e chacinados.


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      Fonte: “Lusa” citada, por exemplo, na “Sábado” e na “Renascença”.

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