Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

Afinal não vale a pena

      Decorreu ontem a greve, reativada pelo Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), das manhãs das quartas e sextas-feiras.


      Para além da manhã de sexta-feira, a tarde também estava coberta por outra greve e o período da hora de almoço também. Três greves para três períodos do dia, greves que estão convocadas pelos dois sindicatos.


      Esta sexta-feira, é véspera da segunda-feira e ainda da terça-feira, dias estes em que decorrerão duas reuniões com o MJ/Governo, sendo certo que na reunião de segunda-feira só se conseguiria algo melhor se existisse um forte respaldo dos Oficiais de Justiça àquilo que o SOJ apresenta como reivindicação.


      A adesão à greve, a nível nacional, foi fraquíssima. Por todo o país houve Oficiais de Justiça a inaugurar o reatar da greve das sextas-feiras, mas a adesão, que devia ser massiva, perante as circunstâncias da véspera das reuniões, não o foi e esteve muito longe de o ser.


      No Campus da Justiça de Lisboa, local onde compareceu a comunicação social e o presidente do Sindicato convocante para declarações à comunicação social, estiveram presentes, ao todo, seis ou sete Oficiais de Justiça. Note-se bem: em Lisboa, uma meia-dúzia de Oficiais de Justiça.


      A comunicação social registou as presenças, transmitindo a imagem, sem margem para qualquer dúvida, do nível de descontentamento dos Oficiais de Justiça, ou seja, que é praticamente inexistente; que é irrelevante, uma vez que a greve, logo no seu primeiro dia, consegue congregar apenas meia-dúzia de Oficiais de Justiça no núcleo onde existe o maior número de Oficiais de Justiça do país.


      Perante isto, o SOJ deveria desistir imediatamente da insistência do robustecimento da proposta aceite pelo SFJ, abandonando o esforço que vem desenvolvendo pela melhoria dessa proposta, uma vez que não é vontade dos Oficiais de Justiça melhorar o dito “acordo” do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) com o Governo.


      Se os Oficiais de Justiça não querem apoiar o SOJ, este sindicato não está, portanto, legitimado para tentar melhorar o dito “acordo” ou para tentar o que quer que seja, em nome dos Oficiais de Justiça, pelo que deveria desistir de imediato, deixando rolar os acontecimentos, porque, simplesmente, é isso que os Oficiais de Justiça (na sua esmagadora maioria) querem ou manifestam.


      Os Oficiais de Justiça não manifestam vontade em acompanhar a reivindicação do SOJ, o que deve motivar este sindicato a desistir das reivindicações que fez, e faz, deixando os Oficiais de Justiça entregues à sua sorte, isto é, às vantagens e às desvantagens que possam ser oferecidas pelo Governo até aos limites que considere adequado, tal e qual sucedeu com a negociação do suplemento.


Greve20240628.jpg


      Fonte: "RTP".

0