Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

ADSE continua a preocupar os beneficiários

      Os Oficiais de Justiça estão preocupados com a redução dos valores que a ADSE paga aos hospitais privados, mais concretamente nos medicamentos usados nos hospitais para tratamentos oncológicos.

      A nova tabela já foi enviada aos hospitais privados em agosto, enquanto que os beneficiários acabam de ter conhecimento dessa alteração pela comunicação social.

      A revisão dos valores estabelece reduções próximas dos 10%, mas há exceções: há um medicamento para o cancro da mama, por exemplo, em que a quebra ultrapassa os 1800 euros.

      Esta alteração não coloca em causa, diretamente, o valor que é pago pelos doentes, até porque neste regime convencionado, os beneficiários da ADSE têm muitas vezes comparticipação total nos tratamentos. O que muda é o valor máximo que é suportado pela ADSE junto dos prestadores privados.

      A ADSE alega que o custo dos medicamentos utilizados em ambiente hospitalar desceu e que esta alteração acompanha essa descida. Já os hospitais privados queixam-se da descida nos pagamentos e os beneficiários da ADSE sabem bem que serão preteridos.

      Todos os beneficiários da ADSE podem fazer o teste, ao dia de hoje, de tentar marcar uma consulta de qualquer especialidade, indicando que o fazem pela ADSE e aguardar a data que lhes será indicada para a consulta, muitas vezes passados alguns meses. Não aceitem e liguem mais tarde para marcar a mesma consulta, mas sem indicar a ADSE e verão como conseguem uma data próxima, em uma semana e não em meses.

      Os beneficiários que têm instaladas aplicações nos seus telemóveis através das quais podem marcar consultas, podem fazer a mesma experiência, com e sem ADSE e verão como os beneficiários da ADSE são discriminados nas consultas de especialidades, com exceção das consultas de clínica geral.

      Os hospitais privados visam o lucro e se com os beneficiários da ADSE não obtêm o pretendido lucro ou apenas um parco lucro, em relação a outros, então passam a dar prioridade aos outros.

      Por isso mesmo aumenta o número de Funcionários da Administração Pública que, embora possua a ADSE, são também subscritores de seguros ou de cartões de saúde como complemento à ADSE.

      Sobre todos os meses do ano e mais os dois subsídios, isto é, por 14 vezes ao ano, sem a possibilidade de acrescentar os membros do agregado familiar, veja-se bem, nem que seja a pagar outro tanto, os seguros de saúde apresentados no mercado, aceitam todos e fazem descontos pelos membros acrescentados, tornando-se cada vez mais uma opção em cima da mesa.

      Fonte: “Jornal de Notícias”.

0