Às quartas-feiras – salvo se a atualidade impuser outras divulgações – é dia da habitual rubrica: “A Voz dos Oficiais de Justiça”, contendo artigos escritos pelos nossos leitores e que nos são enviados – para o nosso endereço de e-mail geral: [email protected] – para aqui publicar neste dia da semana. Todos são bem-vindos, todos têm espaço para a sua voz, mesmo aqueles que não se queiram identificar (Saiba+Aqui).
Hoje, vamos reproduzir o artigo enviado por um Oficial de Justiça que, apesar de devidamente identificado, optamos por omitir a sua identificação.
Trata-se de uma comunicação breve relativa a um episódio que exemplifica o rigor, ou melhor: a falta dele, com que os dados estatísticos são geridos, contorcionados e violentados até que possam dizer aquilo que alguém quer que eles digam.
E diz assim o leitor:
«Bom dia!
A propósito da forma como estamos a ser tratados: como meros dados estatísticos, tanto ao nível do trabalho, dos processos, como da composição das secções, interpretando os dados ao sabor das intenções prévias, recordei-me de um episódio.
Passou há uns tempos atrás, aqui mesmo no tribunal onde exerço as minhas funções, quando nos foi solicitado que, para não termos de perder um digitalizador, porque estava mais vezes sem ser utilizado ou era utilizado em menor quantidade de volume do que os demais, nos foi pedido que colocássemos resmas de papel usado a passar durante o dia para que na DGAJ aparecessem valores muito mais elevados nas contagens dos mesmos no final de cada mês, caso contrário, corríamos o risco do digitalizador nos ser retirado “por falta de uso”. E é isto...»

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