Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

“A Senhora Ministra da Justiça erra nessa estratégia”

      «Os colegas, Oficiais de Justiça, estão cansados de ver constantemente a sua vida pessoal e profissional adiada, por “vicissitudes” que já ninguém admite. Por isso a adesão à greve tem sido inequívoca e vem afirmando a força da nossa razão, interna e externamente.», assim consta da nota informativa do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) a propósito da greve em curso que abarca todas as tardes.


      E diz ainda a mesma nota:


      «A greve sem termo, que se realiza todos os dias, das 13h30 às 24h00, desde o passado dia 10 de janeiro, e cujo Aviso Prévio foi entregue a 26 de dezembro de 2022 – nos termos legais os Avisos Prévios devem ser entregues com uma antecedência de 10 dias úteis, sendo para os plenários esse prazo reduzido para 48 horas –, vem afirmando a força da razão dos Oficiais de Justiça.


      Todavia, o Ministério da Justiça procura ganhar tempo na esperança de que possa desmobilizar os Oficiais de Justiça apresentando, eventualmente, uma proposta de estatuto. Mas a Senhora Ministra da Justiça erra nessa estratégia, pois o Estatuto não consta do Aviso Prévio apresentado pelo SOJ e, assim, garantindo a coerência na ação, manteremos a greve até que as reivindicações plasmadas no Aviso Prévio sejam alcançadas. As reivindicações aí apresentadas não são negociáveis, são de imediata execução.


      Assim, reiterar que o Aviso Prévio só será retirado após cumprimento das exigências nele vertidas. Exigimos condições para realizar o Estado de Direito democrático.»


      Nesta informação sindical ficamos com o compromisso do SOJ de que esta greve não é uma greve a prazo, isto é, que não é de um dia, cinco dias ou um mês, para acabar e depois continuar tudo na mesma. Esta greve só terá fim quando as exigências apresentadas tiverem uma solução e é assim mesmo que todas as greves devem ser atualmente.


      Já não é possível continuar a fazer greves como se faziam noutros tempos em que os governantes as consideravam e até temiam. Hoje, os governantes detêm a maior da desfaçatez em tudo branquear, pelo que os métodos de luta dos trabalhadores já não podem ser copiados do passado e só podem ser mais arrojados e imaginativos.


      A greve de todas as tardes, a greve ao serviço fora de horas e a greve dos atos a iniciar a meio do mês, são bons exemplos da imaginação e do arrojo que atualmente é exigido. Ao mesmo tempo, é necessário ainda prever a possibilidade do constrangimento dos serviços mínimos. Quanto ao aspeto dos serviços mínimos, a greve de todas as tardes contorna perfeitamente a necessidade dos mesmos, pelo que inexistem, mas já a greve dos atos, sendo diária e de todo o dia, sujeitou-se aos serviços mínimos fixados pelo colégio arbitral que hão de ser divulgados.


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      Fonte: “SOJ”.

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