Depois dos muitos simulacros de incêndio que foram realizados nos Palácios da Justiça um pouco por todo o país, este mês foi realizado um novo simulacro, mas de sismo, no Campus da Justiça de Lisboa.
O simulacro envolveu os edifícios G, H, I, J e L.
O objetivo foi o de testar e avaliar os procedimentos de evacuação e resposta a uma situação de emergência sísmica, simulando um sismo de magnitude de 5,3 na escala de Richter.
Os planos de segurança antes delineados e as pessoas antes indicadas para os cumprir foram todos objeto de avaliação.
A ação foi coordenada pelo Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ), em articulação com a entidade gestora “Office Park Expo”, e contou com a colaboração das equipas internas de segurança, trabalhadores e utilizadores dos edifícios afetos ao Ministério da Justiça.
O simulacro teve ainda o acompanhamento do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa e da Polícia de Segurança Pública, que asseguraram o apoio à evacuação e o condicionamento do trânsito nas imediações, garantindo o cumprimento das medidas de segurança.
A iniciativa enquadra-se na política de segurança e prevenção promovida pelo Ministério da Justiça, reforçando a importância da preparação para cenários de risco, em conformidade com as orientações nacionais de proteção de pessoas e infraestruturas.
Estas ações são importantíssimas para assegurar que no dia do evento de emergência real que, como é bem-sabido, vai mesmo acabar por acontecer, todos saibam o que fazer, quando fazer e como fazer.
Os simulacros de incêndio não chegaram a todos os edifícios e os simulacros de sismo estão em Lisboa, mas é fundamental que se instruam todos os Oficiais de Justiça e demais trabalhadores dos tribunais e dos serviços do Ministério Público, sobre o modo de agir perante uma emergência.
É necessário que sejam ministradas formações em todos os edifícios e não apenas a realização de simulacros, com grandes meios que não chegam a todos.
A simples formação sobre a forma de agir em situações de emergência, desde logo, em incêndios ou sismos, mas também outras como, por exemplo, um ataque terrorista ou similar. Trata-se de formar as pessoas, mas também de preparar os locais com saídas de emergência para a fuga ou proteção.
Os tribunais e os serviços do Ministério Público não estão a salvo da entrada de um qualquer indivíduo com arma de fogo que dispare indiscriminadamente sobre quem quer que seja. Como reagir perante uma situação destas? Esta é uma formação muito necessária e talvez mais urgente do que a do sismo ou do incêndio.
Estas formações e simulacros devem ser uma constante com uma periodicidade anual, devem ocorrer em todos os edifícios e não só em alguns, porque em todos há, entre outros, Oficiais de Justiça a laborar todos os dias e cuja segurança não está devidamente garantida.


Fonte: “IGFEJ”.
