Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

A Primeira Reunião

      Findo o prazo de apresentação de requerimentos para o Movimento Ordinário anual dos Oficiais de Justiça, cada requerimento apresentado constituiu-se como um grito de esperança, mas também de desespero.


      Os Oficiais de Justiça que se apresentaram ao Movimento Ordinário deste ano, muitos deles fazem-no repetidamente há anos, sem qualquer sucesso, e continuam a ter esperança de que desta vez pode ser.


      Anos a fio a concorrerem para a transferência mais próxima das suas localidades e outros que teimam em apresentar requerimentos para a promoção, também ano após ano, igualmente sem sucesso.


      Este Movimento também não trará promoções, tal como nos últimos anos, e não porque não sejam possíveis, apenas porque não se quer; porque as entidades governamentais persistem em congelar aquilo que foi descongelado, porque lhes paira na cabeça uma ideia de carreira diferente, sem categorias e sem promoções, tal como já foi anunciado no anterior governo. Esta ideia é o real travão das promoções; é o fim da carreira, tal e qual a conhecemos, para deter uma vasta mão-de-obra barata de Assistentes de Justiça, em substituição dos Oficiais de Justiça.


      Hoje à tarde, às 15H00, reunirá o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) com o Ministério da Justiça e uma hora depois, pelas 16H00, reunirá o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ).


      Esta é a primeira reunião com a nova equipa do Ministério da Justiça. Não se espere que desta reunião saiam notícias concretas de efetivação de qualquer uma das reivindicações dos Oficiais de Justiça, nem sequer da mais simples e rápida reivindicação que poderia ser já implementada, que é a da integração no vencimento do suplemento remuneratório, pago 14 vezes ao ano, com todas as prestações do vencimento e não apenas 11 vezes como agora sucede.


      Esta reunião inicial também não trará promoções ao Movimento deste ano, pelo que, para além dos cumprimentos e apresentação da papelada reivindicativa, com a respetiva receção de compreensão e promessas de estudar os dossiês, nada mais se obterá com tal reunião.


      Os Sindicatos têm uma forte barreira pela frente que se advinha inultrapassável, tal como sucedeu nos tempos da Troika, da pandemia e agora com a crise advinda da guerra.


      Aguardemos pelas informações dos sindicatos, se é que vale a pena aguardar.


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