Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

A minha luta é a tua luta, a nossa luta, a vossa luta e também a luta deles

      Todas as tardes, para além da greve aos atos convocada pelo SFJ, continuam os Oficiais de Justiça a optar pela greve de todas as tardes convocada pelo SOJ, continuando as adesões não só a encerrar secções e juízos, mas também tribunais inteiros.


      Hoje deixamos nota de um raro acontecimento no panorama das adesões às greves.


      Se são frequentes as notícias das adesões nos tribunais de primeira instância – também obviamente por serem em número muito maior – há aqui que dar nota que a adesão à greve (ou às greves), não se limita aos tribunais de primeira instância, sendo que nos tribunais superiores a luta dos Oficiais de Justiça se mantém, também, ativa.


      A imagem que segue é a da adesão dos Oficiais de Justiça do Tribunal da Relação do Porto, com portas encerradas.


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      Ainda assim, pese embora a clareza da situação sindical e da simplicidade da gestão das três greves em curso, temos tido notícia de muitas situações estranhas; desde leituras de acórdãos que não se fazem, mas que os mesmos “podem” agora ser enviados aos interessados por via digital, numa pretensa inovação ao processo penal para permitir contornar a greve dos Oficiais de Justiça, tal como ontem divulgou a comunicação social a propósito da decisão do caso conhecido como “e-Toupeira”, passando por estapafúrdias, ignorantes e prepotentes interpretações de Oficiais de Justiça em cargos de chefia que chamam colegas seus em greve para regressarem aos tribunais alegando que não podem aderir à greve do SOJ porque têm de assegurar os serviços mínimos da greve do SFJ.


      Todos os dias há notícia de casos incríveis de atropelo do direito à greve dos Oficiais de Justiça, muitos deles a acontecer por mera ignorância, mas uma ignorância propositada, parida de uma absurda prepotência de quem julga que manda alguma coisa.


      Mas é também precisamente por tais abstrusas atitudes que a luta dos Oficiais de Justiça vem ganhando mais anticorpos e se torna cada vez mais resistente às infeções.


      Da mesma forma que o vírus que nos infeta acaba por nos acrescentar proteção imunitária; da mesma forma que os ucranianos não voltarão a olhar para os russos como nação amiga; os Oficiais de Justiça também estão a aprender a ver onde estão os seus aliados e os seus inimigos; isto é, onde estão aqueles que com eles lutam e engrandecem a sua luta e onde estão aqueles – e já sabem apontar-lhes o dedo sem medos – que, embora aparentassem estar com eles, estão num mundo à parte, em luta apenas pelos seus próprios interesses pessoais.


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