Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
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A involução com um dia nacional de greve geral a 01SET

      Esta última sexta-feira, 28JUL, o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) emitiu uma nota informativa na qual apela à participação de todos na greve nacional de um dia, marcada para o dia 01SET, a sexta-feira que dá início ao segundo período do ano judicial, observando-se que essa greve não tem serviços mínimos.


      Nesse dia há muitos Oficiais de Justiça ainda em férias, por ser uma sexta-feira, e por outro lado, o verdadeiro arranque ocorrerá na segunda-feira seguinte, no dia 04SET, dia para o qual estão marcadas muitas cerimónias de tomada de posse dos magistrados judiciais e do Ministério Público e, bem assim, as colocações dos Oficiais de Justiça movimentados nos três Movimentos que operam efeitos este ano (as promoções de 2021, o Ordinário e o Extraordinário) e ainda o ingresso dos 200 novos Oficiais de Justiça.


      Portanto, embora o dia formal de arranque seja o dia 01SET, o verdadeiro arranque é o dia 04SET, pelo que a greve do dia 01SET terá um efeito meramente simbólico.


      No ano passado, o arranque deste segundo período, foi assinalado com uma greve conjunta dos dois sindicatos e marcada para dois dias: o dia 1 e o dia 2 de setembro. Recorde essa greve de 2022 no cartaz da imagem que segue.


GreveConjuntaSFJSOJ=0102SET2022(a).jpg


      Lamentavelmente, este ano, os Oficiais de Justiça não têm uma iniciativa tão forte quanto aquela do ano passado, por ter sido conjunta e por ter sido de dois dias. Há, pois, um nítido retrocesso, não só a greve não é conjunta como é só de um dia. Ora, perante as circunstâncias e perante a involução seria de esperar a mesma atitude conjunta e não um nem dois dias de greve, mas, no mínimo, quatro dias.


      Vai a seguir reproduzida a nota informativa.


      «Os trabalhadores do nosso sistema judiciário são homens e mulheres incansáveis na busca por um sistema mais justo e equitativo para todos os cidadãos, fazendo muito mais do que o que consta nos seus conteúdos funcionais como se pode verificar, a título meramente exemplificativo, constatado pelo louvor feito recentemente e que aqui pode ser consultado.


      No entanto, enfrentamos tempos difíceis. Lutamos por melhores condições de trabalho, salários justos e o reconhecimento merecido pelo nosso esforço diário.


      Os trabalhadores têm o dever, e não apenas o direito, de reivindicar melhorias, pois somos a base de um sistema que visa proteger e defender os direitos de cada cidadão.


      As greves e manifestações que se prolongam refletem o silêncio ensurdecedor e criminoso do governo, que, apesar de reconhecer as nossas reivindicações como justas e razoáveis, nada faz para as concretizar.


      Vemos mais de 70 mil diligências adiadas e 8 milhões de atos por cumprir, prejudicando os cidadãos que dependem da justiça para solucionar os seus problemas.


      Diante disso, chegou o momento de nos unirmos ainda mais fortemente.


      O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) decidiu em Assembleia Geral Extraordinária realizar uma Greve Nacional no dia 1 de setembro de 2023.


      Esta greve é a nossa manifestação legítima em busca de melhores condições de trabalho e de garantir os nossos direitos.


      As exigências são claras e conhecidas:


      – A abertura de procedimento para acesso a todas as categorias cujos lugares se encontram vagos, como Escrivão Adjunto, Técnico de Justiça Adjunto, Escrivão de Direito, Técnico de Justiça Principal e Secretário de Justiça, garantindo o cumprimento integral das decisões judiciais que condenaram o Ministério da Justiça.


      – A inclusão no vencimento do suplemento de recuperação processual, com efeitos a 1 de janeiro de 2021. Exigimos o pagamento desse valor mensal nas 14 prestações anuais, como compromisso já assumido pelo Governo e que constou de duas Leis do Orçamento de Estado, além de dar cumprimento às Resoluções da Assembleia da República.


      Além disso, e no âmbito da negociação coletiva propomos:


      – A revisão do estatuto profissional, valorizando e dignificando nossa carreira, garantindo que nenhum dos trabalhadores seja afastado, nem de fato nem de direito.


      – A inclusão dos funcionários, especialmente os admitidos antes da alteração unilateral das regras no âmbito do EA, num regime especial de aposentação e de acesso ao regime de pré-aposentação.


      – O preenchimento integral dos lugares vagos da carreira de oficial de justiça mediante procedimento plurianual.


      – A inclusão dos funcionários num regime especial de aposentação e de acesso ao regime de pré-aposentação.


      Esta greve é uma manifestação da força e vontade dos funcionários judiciais na procura de melhores condições de trabalho e para assegurar os nossos direitos.


      É fundamental o apoio de todos para participarem ativamente na greve no dia 1 de setembro de 2023.


      Esta greve não tem serviços mínimos.


      Somente unidos, mostrando a força e a importância da nossa classe, poderemos alcançar a justiça que buscamos para todos nós e para os cidadãos que atendemos diariamente.»


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      Fonte: “SFJ-Info”.

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