Durante o mês de julho, a ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro, tem representado o Governo e o seu Ministério em muitos eventos, como, aliás, ilustram as abundantes fotografias que se podem ver na página oficial do Ministério da Justiça na rede social X (Twitter) e que abaixo vão reproduzidas.
Ao nível de registos fotográficos é imbatível.
A atividade da ministra da Justiça preenche de tal forma a sua agenda que não consegue estar em todo o lado a fazer tudo ao mesmo tempo e, por isso mesmo, tem de fazer opções, como, por exemplo, não ir (nem sequer se fazer representar) ao congresso da Ordem dos Advogados, o que nunca antes tinha acontecido, nem se incomodar com as greves permanentes dos Oficiais de Justiça, especialmente este ano, com maior incidência desde o dia 10 de janeiro (já há largos meses), até ao presente e a continuar, por tempo indeterminado e acompanhadas de outras a iniciar no primeiro dia de setembro até ao final do ano, conforme já foi anunciado.
Claro que a intensa atividade desta atual ministra da Justiça não lhe permite a disponibilidade que outros ministros têm, como o da Educação, da Saúde ou mesmo o mediaticamente problemático Galamba das Infraestruturas que, ainda agora conseguiu acordos com mais de uma dúzia de sindicatos da ferrovia e CP, suspendendo as greves decretadas.
Os acordos conseguidos, e mesmo os não conseguidos, têm uma particularidade comum: os respetivos ministros dão importância aos trabalhadores da área do seu ministério e comparecem mesmo às reuniões, reuniões que existem mesmo, esforçando-se por encontrar soluções e encontrando-as de facto, levando à suspensão de muitas greves.
Tudo isso é coisa que já não se verifica na área da Justiça, designadamente com os Oficiais de Justiça, representados não por mais de uma dúzia de sindicatos, mas por apenas dois singelos sindicatos, ao que acresce que ambos reivindicam e exigem, não coisas diversas e tantas, mas precisamente a mesma coisa, coisa que é simples, pequena, que é única, é fácil e que até já foi anunciada pelos governos como perfeitamente viável e, mais ainda, como sendo de inteira justiça, o que até levou a Assembleia da República a aprovar duas leis consecutivas que obrigavam o governo a realizar a reivindicação dos Oficiais de Justiça, algo inédito no mundo laboral, tendo o governo ignorado completamente as duas leis.
Situação totalmente surrealista.














Fonte: "rede X (Twitter) da Justiça PT"
