Enquanto outros saem para a rua, em marchas vistosas e outros até dormem ao relento da noite, a lutinha dos Oficiais de Justiça resume-se a sair até à porta do tribunal, não mais longe para não cansar e apenas numa cidade e apenas uma vez no ano.
A atual lutinha dos Oficiais de Justiça chama-se plenário e é anunciada como “força de uma luta” que “se mede pela determinação de quem não desiste”.
Nas imagens que seguem podem ver como o plenário de Oficiais de Justiça convocado pelo SFJ para Castelo Branco, para a passada quarta-feira 28OUT, se mede pela determinação de pouco mais de uma dúzia de almas.
E diz assim o SFJ em relação a este plenário:
«Uma luta justa pelo que lhes é devido, mas injustamente longa pelos anos de espera e pelo cansaço acumulado. Cada presença conta. Cada voz lembra que o tempo não apaga direitos nem transforma o que é devido num favor. O cansaço pesa. A determinação continua de pé.»
É verdade que não têm surgido governos com total abertura e imensa simpatia pela carreira, dispostos a tudo implementar e tudo conceder: mas alguém acredita que tais governos existem? E alguém acredita que governos assim podem surgir num dia de nevoeiro?
Claro que não. Os governos são o que são e são o que têm sido sempre. Que ninguém se queixe dos governos por serem como sempre têm sido.
Os sindicatos não têm tido êxito nenhum ao longo dos anos, dos muitos anos, a lidar com todos os sucessivos governos, embora pontualmente digam o contrário e mais tarde venham contrariar esse mesmo contrário.
De quem se devem então queixar os Oficiais de Justiça, por terem esta espécie de carreira?
De si próprios.
De si próprios por se manterem mansos, amansados, tão domesticados, submissos e neutralizados, limitando-se a aceitar tudo o que lhes põem à frente, seja um faz-de-conta, seja um nada, seja outra merda qualquer.
Fonte: “SFJ-Fb”.


