As crises económico-financeiras em Portugal são uma constante, sempre determinando medidas de austeridade. A este propósito veja-se abaixo a contribuição do penúltimo rei de Portugal, num escrito desse Rei D. Carlos I ao Presidente do Conselho de Ministros, o Professor Doutor José Eugénio Dias Ferreira.
Nessa altura, como hoje, não se vislumbra uma iniciativa de consolidação e crescimento da economia, aproveitando os recursos naturais e humanos nacionais, bem como a sua posição geoestratégica intercontinental interessante no plano comercial e marítimo.
Enquanto os atores políticos gastam o seu tempo a obter e a contar o dinheiro para pagar as "próximas prestações" da dívida externa, aparentemente, não se concentram na resolução dos problemas essenciais que condicionam o progresso nacional.
Esta crise constante e a forma extraordinária como o povo português a ela sobrevive ao longo de gerações, deveria, tal como o fado, ser classificada de património da humanidade, pois tal como o fado, esta caraterística bem portuguesa parece ser ímpar no Mundo.
