O Jornal de Notícias apresentou as contas: mais de 11 milhões e duzentos mil euros é o custo do contrato do arrendamento do edifício, cuja renda mensal é superior a 62 mil euros; edifício que alberga o Tribunal da Feira.
Termina já no próximo ano o contrato de arrendamento entre o Ministério da Justiça e a empresa proprietária do edifício onde funciona o Tribunal de Santa Maria da Feira.
Em 2019, numa visita a este edifício – que acolhe provisoriamente o Tribunal da Feira –, a ministra da Justiça, Francisca van Dunem, afirmou que o novo palácio da justiça estaria pronto em cinco anos. Contudo, as obras não se iniciaram e não há data sequer prevista para o seu arranque, confirmou o Ministério da Justiça (MJ) ao JN.
É justificado que, em função da necessidade de acautelar obras em edifícios afetos à Justiça que, entretanto, se revelaram urgentes, "ainda não pode prever-se quando estará o Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ) em condições de iniciar a construção" na Feira, dizia a ministra.
Mesmo ao lado deste edifício está o Palácio da Justiça da Feira que foi abandonado há anos e à pressa, depois de um episódio com um engenheiro civil que aguardava pela sua intervenção num processo, como testemunha ou perito, e afiançou que havia gravíssimos problemas estruturais no edifício e que este estava em risco de desmoronamento iminente, assim se lançando o pânico e o apressado abandono do edifício que, entretanto, ainda se mantém em pé e que, por isso, recentemente até voltou a ser ocupado numa das alas.
Abaixo pode ver a imagem do edifício arrendado com um contrato com um custo superior a 11 milhões de euros – custo este que teria dado para construir todo um novo palácio da justiça de raiz – e algumas imagens do palácio mesmo ali ao lado, abandonado porque ia cair de repente.





Fonte notícia: “Jornal de Notícias”.
