Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

11 de março, sim ou não?

      Está marcada para o próximo dia 11 de março, uma terça-feira, a anunciada reunião no Parlamento, na Sala do Senado, com os principais agentes da justiça e os partidos políticos com assento parlamentar.


      A reunião tem como propósito extrair dos participantes um conjunto mínimo de cinco propostas por cabeça que contribuam para mais uma anunciada reforma da justiça, com, pelo menos, a final, dez propostas reformistas para que “possam servir de base para uma revolução cultural na Justiça”.


      A reunião foi anunciada pelo Presidente da Assembleia da República na sessão de abertura do ano judicial que decorreu no Supremo Tribunal de Justiça.


      “Durante a intervenção, cada participante deverá apresentar cinco propostas que considere prioritárias para a melhoria do sistema judicial português”, refere-se, ressalvando-se, no entanto, que “cada participante poderá entregar material de suporte relacionado com as propostas apresentadas”.


      E esses “principais agentes da justiça” quem são? Estão os Oficiais de Justiça incluídos? Ou será necessário levar a cabo uma greve nacional geral, pelo menos, na tarde dessa terça-feira?


      José Pedro Aguiar-Branco convidou, entre outras entidades, os presidentes dos supremos tribunais, de Justiça e Administrativo, o procurador-geral da República, a bastonária da Ordem dos Advogados, a provedora de Justiça, a Associação Sindical dos Juízes Portugueses e o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público.


      No plano político, além da representação do Governo, deverão estar presentes na reunião os diferentes líderes parlamentares e um deputado de cada força política representada na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.


      A ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, foi convidada para fazer a intervenção de abertura e para participar na sessão de trabalho.


      Considera-se que o Parlamento, enquanto órgão de soberania, terá um contributo de elevada importância “para a concretização, com celeridade, do processo legislativo, atendendo desta forma às necessidades do sistema de justiça em Portugal”.


      Na missiva que dirigiu às diferentes entidades, o presidente da Assembleia da República acentua que, no decurso da sessão, pretende-se “encontrar pontos de convergência considerados prioritários entre os diferentes agentes que possam constituir um contributo para um melhor funcionamento do sistema de justiça”.


      “Para garantir a eficácia desta reunião”, segundo José Pedro Aguiar-Branco, foi estabelecida a metodologia de que cada participante deverá fazer uma intervenção “não superior a 10 minutos”.


      Os sindicatos que representam os Oficiais de Justiça, embora recluídos e silenciados nas reuniões de trabalho encobertas com o Governo, devem vir imediatamente esclarecer se também receberam a missiva para participarem na reunião ou se, na negativa, os Oficiais de Justiça devem começar a pensar numa ação vistosa junto ao Parlamento.


SimNaoTalvez.jpg


      Fonte: “Observador”.

0